Não sou poetisa e nem pretendo ser. Apenas quero e penso um pouco escrever. Escolhi compartilhar o que milhares de pessoas como eu sentem e pensam. O amor pelas palavras que são o espelho da alma e a janela para o infinito. Expressar é tudo que me move e tudo o que acredito....
terça-feira, 26 de abril de 2011
NA lata.
Desfazer das coisas
Nunca foi bem o meu estilo
Tá certo que às vezes eu desatino
E se acho falo mesmo o que pesa no calo
Todavia, confesso não desço do salto
E olha que tenho mais de trinta, rsrs.
Meu melhor amigo diz que sou um tanto consumista
E me justifico, ”AMORRRR...sempre tive muito de tudo
Assim talvez seja até soberba em dizer
Tenho sim, várias jóias, até pouco tempo minhas paixões
Tá bom, meus colares de rubi e esmeralda são minhas marcas
Já analisei bem, e talvez alguém vai me julgar e dizer
“(...) essa falta é de carinho, tem um vazio e blá blá... ela é consumista, porque faltou-lhe carinho,é....”
Então sinto em desapontar
Sou, fui e se Deus quiser serei bem amada, até aonde eu sei e meu eterno amigo Dr. Freud e Ni...
Sou “NORMAL”, quanta pretensão falar assim...
É que sabe, conheci alguém, faz pouco tempo, que tentou rotular, o que sou e pessoas do meu convívio e sinceramente fiquei ouvindo pasmada, porque alguém tem que ter “muito o que fazer” para se julgar te conhecer e pior ainda, querer analisar o que você é e o que as coisas,materiais ou não,participam na sua vida.
Ai... e meu jeito de ser...
Pensei se soubesse que tenho para mais de 50 vestidos de festa, e para cada ocasião faço ou compro um, NOSSA!!!
Falaria horrores, ou até se puder ler, não se preocupe não, porque isso você já leu, ou melhor, escutou,Lembra!Te falei pessoalmente, ficaria me analisando,a propósito, acho que não parou até agora, é que acho simplesmente honroso quem fala sem firulas ou discursa assim bem,não é bem o meu caso,mas como fiquei sabendo que você lê aqui,resolvi não deixar passar a oportunidade de dizer,agradeço depois de tudo o seu “tens personalidade(...)”, agora sinceramente analisando...ai,ai,eu sou consumista,isso ninguém precisava dizer,RS...Eu SEI,kkk, mas o que incomoda isso ainda tô ME PERGUNTANDO,mas se isso te irrita,desculpa...vou comprar menos.
Minha prima que fala: “Carla, esse povo acho que sou patricinha, porque gosto DEMAIS de me arrumar, e sempre me presentear.”
Colega, na minha cidade não tem isso não, Paty é aquele povo, tipo assim, nossa prima que não trabalha e é riquíssima, Entendeu!? Ou quer que desenhe?
Isso de rotular é sempre presente, porém se incomodar, tem outro nome né?
Sei que economicamente somos um povo razoável, mas culturalmente NÃO!
E irrita essa hipocrisia de dizer, que não tem inveja...
Eu falo!!!!!!
Como queria ser uma Jennifer Lopes
Mas... não sou,kkk.
E me conformar é o que resta
Mas não é porque não sou e não tenho, no caso
Viverei no... a se tivesse,a se fosse...
Outra coisa que vou dizer, ou melhor, escrever
Já me falaram que por ser assim, pareço esnobe, mimada e fútil
Eu nunca que direi, ela está enganada
Porque sei que para quem não me conhece pareço ser assim
E não adianta dizer que não, rsrs,afinal meu ponto de vista conta a favor,
Só que apesar da “minha austeridade, superioridade”
E tantas outras coisas as quais devem me enumerar
Não vivo em função disso, e quem convive comigo sabe do que estou falando
Então...
Pense ou ache o que achar, dei-me o trabalho de vim aqui sim, fiquei chateada na hora, não foi surpresa, contudo isso só me fez perceber que alguém está preocupada comigo.
Então, Regina ...muito obrigada por suas sinceras palavras.
Carla R. Souza.
FALAR
Só podemos falar de dor e amor
Se realmente ousamos nos entregar
E estar preparado para sentir
De certo, o lado bom e mau que há nisso
Por que mesmo que tenha ao seu lado
Alguém mais que amigo, é preciso saber
Que isso pode um dia minar ou até mesmo minguar
E
Quem sabe acabar
É difícil, mas, contudo não raro acontecer
Dependendo do grau em que estamos ou estávamos afetivamente envolvidos
Isso pode demorar a esmorecer o nosso coração ou simplesmente nos transportar para um não querer mais amar
É fato.
Até porque somos pouco instáveis quando o assunto é querer
E a quem diga que ao se deparar com isso
Pegamos a pensar e entender
Por quê?
Que foi um desperdício seus anos vividos ao lado de quem até outrora era afeto
Passando agora para o popular
“vai se ferar...”
É isso, é de fato o lado mais obscuro do amor
Ou melhor, do seu desamor
Pensar que antes tudo era “meu benhê,” meu amor, e porque não meu docinho...
Agora amargamente bravejamos o nome de seu possível e desprezível desafeto
Ah! O amor
Tens de sempre surpreender
Até então fomos feitos para amar
Doar-nos, lançar,envolver
E ter um bem querer
E recomeçar
Cada vez que um certo amor aprontar
Carla R. Souza
Passou...
Choveu
Encheu
Alagou
Levou
correu
Arrastou
Tudo que havia ali
Em mim
Só restou
O que escorreu
E parou
No bueiro do
Só
O que restou
Assim foi um
Estrago
De um
Sofredor
Que não morreu
Mas se perdeu
No descaso
Do seu
Alagou
Inundou
Transbordou
Sem lugar
Somente levar
O que ficou.
Carla R. Souza
Embaraço.
Dilema! Esse tem sido o lema
Há alguns meses não sabes o que fazer
Se esquecer, recusa e deixa para lá
Ou se aceita, assume e segue em frente
Quem diria,ter quer escolher
Entre ter,prender e reter
Coisas do acaso
Quem dirá até mesmo
Ficar ou voar?
Eis o caso
Não abraço ou não laço
De fato
Escasso
Então é isso!
Disfarça
Remonta
E segue no asno
Embaraço
Que maço
Estampado no aço
Peito
Desfeito
Refeito
Do feito
Que nasço
Desacordado de ti
Carla R. Souza
sábado, 23 de abril de 2011
Quem?
Só para constar
Sigo assim
Não querendo notar
E nem reclamar
Não se importar?
Faço o que tenho que calar
Não vou me levar
Embalar se pelo contexto
Que...
Acabou no teu exasperar
Convencer que não tem por que
Logo perceber
O ponto fraco para que
Não tem sentido
Ficar
Deixa tudo passar
Depois saberás
O que não pode tomar
E deixou ir
Sem imaginar
Quem realmente se perdeu
Não poderá consertar
E se constrangera
Então
Se perderá
Carla R. Souza
Menina
Sou bem mais que amo
Maior do que seu engano
TALVEZ um oceano
Que não consegue evaporar
Seu desatino
No que rege seu compreender
Entre o céu e a terra
Compreende o meu ser
Alma lavada
Transparente
Defende o meu agir
Às vezes um pouco menina
Moleca desatino no meu proceder
Que teima como uma tempestade
Que vira tranquilidade
Quando encontra você
Sou um pouco da aurora
Que entregasse no alvorecer
Menina
tranquila
traquina
traz o meu ser
sorriso acanhado
escancarado
depende de quem vê
Carla R. Souza
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Apenas
Sinto-me de vez em quando muito apreensiva
Minha sensível idade aflora
Quanto encontro - me de supetão
Pensando em como as coisas são
Jorra assim minha ingenuidade
Porque sem perceber
E sem notar
Vejo-me a indagar
Por quê?
É tanto protesto
Senhor não cessa meu pensar
Chego algumas vezes questionar
O que vamos fazer?
Se isso não parar
Tanta coisa acontecendo
E eu não deixo de orar
Sinto-me conivente
Em uma terra que por vezes
Parece seu povo minguar
Cabisbaixa,sinto-me quando no espelho vejo
Que isso faz parte do meu viver
E só posso um pouco fazer
E nessas horas meu desespero
Vem me tomar
Sinceramente Senhor
Tento não me tomar
Por essa sensação devastaste
Só suplicas
E muito
Clamor
Infelismente
Suplico na dor
Senhor! Vens me salvar
E o seu povo acolher
O LIBERTAR
Estou aqui
Querendo ajudar
Pelo pouco que faço
Mais com esmeril
Vou prosseguir
Nesse percalço de amor.
Carla R.Souza
quinta-feira, 21 de abril de 2011
......
Hoje ,simplesmente aqui
quero deixar registrado
o que quero
procuro e revejo para minha caminhada
e isso cumina em sentir
Sentir de fato
os que trazem o amor para si
cultivam-no e transmitem-no em forma de sorrisos,afetos,carinhos e gentilezas
as mais sinceras e repletas que eu já vi
Compartilhar um afeto,por mais timido que seja,é sempre indiscritível assim
que façamos um círcunloquio
de gentilezas,desejos e muita comemoração
esta de vida que emana em nossos corações
a VOCÊS ,meus queridos amigos, a minha mais sincera Gratidão.
Carla R. Souza
sábado, 2 de abril de 2011
Foco.
Foco
Enfoco
Miro
Observo
O que é olhar
Conceito
Desloco
O observar
Circunlóquio
O côncavo
Ah! Iris espetacular
Conecto
Absorvo seu agir
Conexo
Refaça
O nexo
De interagir
É bem assim
Nós
Somos assim
Metade de mim
Metade de sim
Metade de querer
Metade de você
Só se completa
Com a outra parte
Que se faz aqui
Sem abster em mim
Sou noite que recolhe
Nos dias a findar
És dia que contagia
Céu alegrar
Tempestade que arrasta
E leva todo o seu não ter
Encontra-se ao me avistar
Sou chuva sem me molhar
Pele ao tocar
Doce ao beijar-te
Queima ao querer
Febril sem te tocar
Morre sem te amar
Perfume que não cheira
Rosa que não abre
Noite que não termina
Tempo que não passa
Liberdade prisioneira
Querendo desesperadamente não escapar
Metade que deseja
Só existe por a ti encontrar.
Louca vive
Desatina o querer
Sem ser
Segue por amar
Sendo uma alma a si mar
Carla R. Souza
Apagado.
Apagado
Quando se insinua
Dando pinta
De quem vai botar para quebrar
Deixa quente
Fervendo quem vai escancarar
Quando passa
Fica tão envolvente
ARRASTA tanta gente
Sem nem notar
É de arassar
Mexe com o instinto
Deixa maluca
Quem não resolve se entregar
Não tentes escapar
Como uma brasa
Viva e decidida
Não faz pensar
É inebriante te olhar
Não vai se perder
Coloca a loucura a correr
Contra o ser
Carla R. Souza
Passo.
Compasso
É fácil
Dançar no embalo do passo
Pacificamente inebriado pelo laço
Concreto do largo gracejo
Que meço
Endireito o jeito
Ponha-te a bailar
A flutuar no tempo
Desejo de se entregar
Largo...
Tímido olhar
Paira no ar
Deixa voar seu ser
Se solta para o amar
Embala-se no flutuar
Sonhos
Hão de emanar
Florescem seus hábeis trejeitos
Ficam a encantar
DANÇAR...
Leva-te ao ápice
Do seu ser
Encontra-se
você
No seu buscar
Vais bailar
Carla R. Souza
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