quinta-feira, 30 de junho de 2011

Forasteiro interno



Ao bem é que ao certo não se sabe o que isso resultou
Se foi um lance que a outro levou
O que na hora agora, sim ou não, em que lado ficou o fim não alterou
Agora o desperdiçar logo se evidenciou
Dá para ver nas manchetes os “óóó”
O povo todo já se posicionou
Alguns já praguejaram, odiaram e alguns gatos pingados fingiram não perceber
O que estava a acontecer
Não meio desta disputa quem não escutou
Aos quatro ventos, a mesmice fala perfurar
Até quem não estava a par, passou a se inteirar
A se perguntar: Será que vai colar?
Despercebida alguém gritou, imaginou fielmente transparecer o quê...
Supostamente estava para ser resolvido
Virou notícia de um pasquim fraudulento

Crônica de um coitado fanfarrão
Desacreditado, meio atarantado
Saiu atordoado
Seu furo era página global
Talvez não! Isso seria colossal.
Entraria para os “anais” interpretativos
Alguns de novo, somente queriam entender, por quê?
O LADRÃO saiu escorraçado
Sem não ter um arranhão
Desgarrado!
Tentou aplicar seu novo discursar
O que no início trouxe saciedade
E também impunidade
Aos poucos que incrédulos
Conheciam  o gatuno ensaiar o seu NÃO SE IMPORTAR
Reconheciam que se engabelava ao tentar deixar de cuidar
Do que é seu
E ao outro só querer furtar o que não aprendeu cultivar.
Carla R. Souza

Quimera.



Quisera estender o querer para não querer ser
O que quisera não acolher
Trazendo o som tardio e febril de não expor o ser
Quando tentardes lhe apunhalar o retardares

Não desfalecera os rumores
O cambalear dos sabores
Ditores do sabor do desamor que trazes em entranhar
Rubores do não se perdoar
 E passara sem se ver
Talvez nem perceber que o que contempla não está lá
Encabular-se-á em fel
Doce praguejar
Em tentar sufocar
O que insiste em latejar
Doer, repudiar, arrancar
Tão logo transfigurar
E se notar

Assim sairá ali
Um enorme ARREPENDIMENTO
De não ter tentado mais
Irremediável será
O que agora o tempo levou
Ontem passou
Contudo em si chamusca inesquecível
Brota imensamente
Tal qual não consiga desvincular
Por toda a vida se arrependerá
Agora
Pronto
Está
Feito
Carla R. Souza.

Valores Essencias.


         
  
Atentei-vos seu coração para as coisas que despertam seus verdadeiros valores essenciais, que tocam imensamente o intimo, coisas que falam bem aos sentidos. O que buscamos em nosso viver?Na nossa vida, deixamos coisas ínfimas desviar a atenção, aquele dia que simplesmente um não imperou, sim! Sabe aquele projeto minuciosamente comentado, ao qual na gaveta por anos ficou, ou aquela tão merecida comemoração. Outrossim, deixaste soterrada,em busca da hora marcada.Projeto encantado,não culminou.Quais são as coisas as quais queremos nos apegar? VAMOS brindar, ao amor pelo namorado, irmão e amigo. Ao abraço que veio ao encontro da comemoração, apenas deixar o amor ressalvar o sentimento puro e verdadeiro de cristão, ao desejar enamorar pela companhia de um lindo estar, ser em comunhão.  

         Compartilhar gentilezas e ressoar  mensagens ao que temos de mais  humano.Entregar-se ao querer ser,ser mais confiante,mais sonhador e mais solidário ao próximo.Sentir, mais saber e compreender que só o verdadeiro amor enaltece,conforta e resplandece .Valores que independemente de nada  perderão o foco e serão norteadores do bem.Isso é vital,essencial.
  
Carla R. Souza

terça-feira, 21 de junho de 2011

Espelho

Ah ! Quanta ideologia,o povo precisa de uma para viver...quanto sugestionar, o outro não vale um vintém, quanta ponderação,e tem precisão? Gosto tanto do cheiro doce do verdadeiro sentir,mas não encontro explicação para as coisas nas quais a razão, simplemente se esvaira,vira fumaça, liquido seco, importação de algo ao qual não TEM e muito pouco se APRECIA.TAMBÉM como querer desejar algo, que não se tem? Tenho sentimento pelas coisas as quais aprecio e concomitantemente esmoreço a longo desejo de não ensaiar...ENSAIAR querer o bem de um "pomo bendito", que se reparou e um dia pensou querer aloprar, sem conta se dar que não aceita o seu prório sentir,não consegue esconder o seu importar aquele que não quer de ti se enamorar e um dia só fingiu gostar,será que não percebe que falar,ou se dar de desentendido, pomo perdido, não vai de nada mudar. Brinco de Deus,acuso teus supostos desvaneios,perneio, quero te mostrar, insisto em te persuadir,Sim! O melhor é querer ser assim, falo de meios aos quais tem seus desvios, esqueço de  para mim olhar,porque aqui sou eu.Deus,vou julgar,tento de todo jeito te roubar,conheço seus anseios,chamo desesperadamente sua atenção para mim,quero que saiba de tudo,e contudo faço de conta que não me importo, só quero te colocar, aprumar, te mostrar o que é melhor,tanto que finjo não gostar de tudo isso, com toque sutil nivelo e tudo enumero,aqui sou eu quem mando e te esculacho,por que teu sentir seu notar e analisar,pasmo,resmungo,acuso e condeno tudo.
C.R.S

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Comemorando...

                


                   Amanhã é um dia muito especial, aquele em que comemorarei a vida, e o mais importante a dois.Pois bem, agradeci alguém muito especial ontem, hoje e amanhã ,quando fitei os seus olhos dizendo:te amo.Confesso que achei um tanto engraçado,é que vc é muito palhaço,então olhei bem seus olhos e vi a mesma chama do dia em que te conheci, num dia de carnaval,aquele em que você conhece bem...é que eu sai e você entrava,bem lembra-se disso, ainda ontem me lembrava... Não era para estar lá e nem tampouco  você, eu estava zangada e tu se aproximava,quando alguém falou ,nós respondemos simultaneamente "oi,tudo bem." Depois daquele dia, uns contatos na internet, um encontro e nosso tão esperado beijo, o pior que nem titubiou, falou mesmo e covivemos sempre assim , mais rindo dos nossos erros do que nos culpando.Neguinho, ainda a pouco lhe falei o quanto também gosto de vc e sei que há reciprocidade em nossos anseios.Tem sido fácil e intenso estar ao seu lado, e porque não dizer delicioso.Tudo que algum tempo me falou desejo a ti em dobro, mas com um novo tempero,o de também compartilhar  cada dia mais a sua ,ou melhor nossa vida.
                 Parabéns,que possas continuar assim, um menino lindo, por fora ,mas muito mais por dentro.Amo-te amar,e quero ainda mais contigo compartilhar.
                   Carla R. Souza

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Crescer.

Quando eu crescer
queria ser uma linda menina a escrever
não versos rimados e menos estrondosos
versos assim
que saiam de mim
tomem vida no papel
que falem de ares desconhecidos,mas ao mesmo tempo presentes em mim,
Quando olhar um papel em branco
não querer criticar, saber que escrito brotará quando menos esperar
germinar meus sonhos
encontrar meus sabores
e que saibam pelejar em mim
aqueles doces amores
e buscar o mais sincero melhorar
Quando escrever
não ter a pretensão de gritar com aquele tímido verso que espreita nascer
que quer amadurecer
e saber encontrar nos livres versos meu desabafar
Espero, desejo e anseio
os versos encontrar.
 Carla R. Souza

Fala, cala-se .

    Despida de todos os receios, veio a linda e simplória imagem falar por ti,não há gosto no silêncio que traz em si,contudo a fala não faz presente aqui.Falas,calas, imagem em ti...Apenas demostre que tú estás lindamente a despir,o que não necessariamente escancara em sentir.Somente a deixe existir.
CRS.

Faz de conta.


Não respondo teus e-mails, e quando respondo sou ríspido, distante, mantenho-me alheio: FAZ DE CONTA QUE EU TE ODEIO.

 
Te encho de palavras carinhosas, não economizo elogios, me surpreendo de tanto afeto que consigo inventar, sou uma atriz, sou do ramo: FAZ DE CONTA QUE EU TE AMO.






Estou sempre olhando pro relógio, sempre enaltecendo os planos que eu tinha e que os outros boicotaram, sempre reclamando que os outros fazem tudo errado: FAZ DE CONTA QUE EU DOU CONTA DO RECADO.






Debocho de festas e de roupas glamurosas, não entendo como é que alguém consegue dormir tarde todas as noites, convidados permanentes para baladas na área vip do inferno: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO QUERO.






Choro ao assistir o telejornal, lamento a dor dos outros e passo noites em claro tentando entender corrupções, descasos, tudo o que demonstra o quanto foi desperdiçado meu voto:FAZ DE CONTA QUE EU ME IMPORTO.






Digo que perdôo, ofereço cafezinho, lembro dos bons momentos, digo que os ruins ficaram no passado, que já não lembro de nada, pessoas maduras sabem que toda mágoa é peso morto: FAZ DE CONTA QUE EU NÃO SOFRO.






Cito Aristóteles e Platão, aplaudo ferros retorcidos em galerias de arte, leio poesia concreta, compro telas abstratas, fico fascinada com um arranjo techno para uma música clássica e assisto sem legenda o mais recente filme romeno: FAZ DE CONTA QUE EU ENTENDO.






Tenho todos os ingredientes para um sanduíche inesquecível, a porta da geladeira está lotada de imãs de tele-entrega, mantenho um bar razoavelmente abastecido, um pouco de sal e pimenta na despensa e o fogão tem oito anos mas parece zerinho: FAZ DE CONTA QUE EU COZINHO.






Bem-vindo à Disney, o mundo da fantasia, qual é o seu papel? Você pode ser um fantasma que atravessa paredes, ser anão ou ser gigante, um menino prodígio que decorou bem o texto, a criança ingênua que confiou na bruxa, uma sex symbol a espera do seu cowboy:FAZ DE CONTA QUE NÃO DÓI.


(Martha Medeiros)



P.S: Amei o texto,por hoje faço de conta.

EUUT


Quando olhares o avesso



Encontrarás o recomeço


Não meço!


O fim dá em ti


O começo em mim


Sim!


O inebriante de tudo que completa


dois pontos distantes


estreitam o oposto


que cabe em mim


avesso de ti


incessante


desprendo ali


reuni-se a ti


o fio que conecta ligado o querer


está plugado em si


sorri, entristece funciona assim


em ti enlouquece


insana o sensato proceder


querer


alimentar


amar


liga-se assim


encontra o teu e meu


seguimos


unidos


alinhados


em ser


tu e eu


eu e tu


simples aqui.
 UM ELO CONCRETO NASCI EM DOIS SER.
Carla R. Souza.

Ósculo Mádido.

Queixaste a bela flor

Que não comunicou

Oh! Venusto perdido

Traga-lhe o amor

Dos véus tormentas o pélago

Pomo derradeiro, ah o leito,

Fincas em seu peito.

Preestabelecidos em deleite febril do fugaz tentador

Rapte o céu e encontre a noite

Entregar-lhe-ei a linda aurora

Paira a hora

pluma pétala

Cintila o solo a esmorecer

Bailam suas folhas

a encantar

perfume exalar.

Carla R. Souza

Acordar...

Quando chegou em casa



Queria entender o que havia acontecido


Olhava para todo lugar, e simplesmente o silêncio a esperava


Seguiu para o seu tão habitual e costumeiro dialogo


no entanto, os passos que se seguiram não tinham sombras


largos e cansados,


já estavam assim


Adentrou na sala, mas antes que passasse pelo corrimão,


Fitou um espaço embaçado


Espantou-se com tamanha indignação,


Sempre ali... Via mais não ouvia, percebia, contudo não sentia



Ali, assim, sentiu-se dilacerado, a alma era fatiada e espalhada, a sensação tomava conta de tudo o que tocava e respirava. Porque aconteceu? Seu único arrependimento ganhava força e aumentava. Tomado por uma dor sobrenatural, correu em sua direção e quando percebeu já estava envolto em lágrimas.


Sentiu-se como um nada...


Ali,cabisbaixo,amargurado,segurou a única coisa que lhe restava: autopiedade ecoava...


*Carla R. Souza.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Minha alma

Sabe menina
sou levada a olhar
quando entra em cena a bailarina
contemplo o seu bailar
em seus rodopios, veja-se menina
sorri e acena a se inclinar

Dança levemente
rodopia no ar
com emoção transborda seu gracejo

menina
bailarina
lança-se no fitar
sua alma transborda inocência
emociona seu conduzir
o passo no laço da flor fina
ensaia seu doce olhar

Bailarina
que com firme passo marca seu caminhar
Menina...
transborda sa alma a se apresentar.
Baila
menina
deixa sua emoção transbordar.

Carla R. Souza.

Aspereza.



Às vezes tece aquela aspereza
vontade incontrolável de dizer o inesperado
Cintila aquela arrogância
de apontar tim tim por tim tim
Aperta o peito
e bate
azedo essa inconstância
é assim...
Somo melhores em retribuir uma ofensa
a uma  delicadeza
pois a primeira nos faz poder
poder apontar e pisotear
aquele seu "defeito", digamos assim
é que ninguém é perfeito
nem sempre funciona assim
aquele que não te vê
e conhece na sua ilusão bem você
tem que rever
como é se sentir assim



 
e tentar desprender
de achar
seus conceitos
são seus
e não há mal nenhum nisso
ao passo que tente saber
o que ainda liga você
é legal falar
mais mehor é saber escutar
quem se senti demais ofendido
sabe no fundo que existem feridas
que podem fechar ou não
a certeza só se tem
quando se desligar...
acontece se souber respeitar
existe uma diferença entre comentar e inventar.

Sei lá...
Canso de uma aspereza idolatrada
tentada a ofender e ter certeza de machucar
Minha aspereza ...
estagnou quando percebi que não sou eu que devo melhorar.

Carla R. Souza.

Olhar.


Pintei meus sonhos
juntei amores
contemplei flores
as que estão ali,no jardim
Rabisquei folhas ,
joguei-as no vento
bailaram assim
e no pensamento, saltiraram,
ganharam frenesi
Colei sorrisos
abrir gargalhadas que estrondavam sem fim
Rumei aos portos
juntei os cais
inverti os nais.
Trouxe tudo para perto de ti
AH...
Naveguei as horas
conversei com os dias
escondemos os minutos
e tudo mais
convidei o tempo
que se fez majestoso e fugaz
Com pompa apresentei-lhe
a certeza que consentiu em bailar
arrastaram as vezes no embalar
Fiz de tudo que podia
convidei a emoção que de imediato reluziu ao adentrar
e no embalo das cores
pintaram -se as noites
em reluzentes luzes a condecorar

AH! Linda alegria
faz-me companhia
estou a enamorar.

Carla R. Souza

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