domingo, 20 de março de 2011

Quem se esqueceu?



Lembra de mim

Um dia sorri

contigo compartilhar

Lembra de mim

Um dia algo te confessei



E só falei



E também escutei



Ou melhor li



O que escrevia



E um confidente me tornará



Fui naquela hora



Lembra de mim



Que ficava



Vez ou outra lembrando o quanto era importante



Que te elogiava



Quando algo bonito postava



Lembra de mim



Que aceitou um convite seu



E contigo compartilhou



Um amor



Lembra de mim



Que não era sua amiga



Mas lhe respeitava



Que ouviu muita coisa ser contada



E ficava empolgada



Nem sei se percebeu



Mas eu admirava



Lembra de mim?



Eu lembro com carinho de você



CONTUDO...



Acho QUE ESQUEÇEU.



Lembra...



Deixa para lá



Não importa



Eu ainda lembro



Talvez só Eu.



Carla R. Souza










TRansformAção.



Eu acredito

Em um ser transformado

Remido

De unção

E proteção

Em um ser angustiado

E não respondido

Tentando se achar

Em uma completa redenção

E numa divina interseção

Em muito mais do que possa enxergar

Em que os meus olhos não possam ver

Acredito em milagres em um ser

Que fostes tentado

Em caminhos mais estreitos

Com fome de Deus

Aos quais só resta um Alimento

Aquela que vem de sua palavra

Sede dela usufruir

Acredito em tentar desesperadamente

Os pensamentos ruins afastar

E jejuar

Para encontrar o pão da vida

Pão de união

De PAZ

LUZ

Jesus



Carla R. Souza



Depois da Ofensa.

Depois que algo te interpela

E julga seu ser

E proceder

Se achar injustiçada

Ver e ouvir

Coisas que te magoam

Ou simplesmente ferem seu ego

Lembre-se

Das intempéries tempestades

Aquelas as quais tormentam

Desvatam

Arrancam

Causam mazelas

Aos que passaram por ela

E ferem, às vezes superficialmente ou profundamente

Aqueles que as encontraram em sua jornada

No momento é penoso demais

Parece que o mundo acabou ou acabará

E que as lágrimas não cessarão

Fica tudo nublado

Mais ou menos como um filme mudo

Sem cor, sentido

Para continuar

Dá vontade de os pontos entregar

Pode bater o desespero

E a sensação que nunca vai curar

E que aquelas duras palavras ficarão sempre a soar em seu ouvido

Ou a invadir sua mente

Contudo,depois da tempestade

O céu faz-se presente

Ele vai ressurgiu

Mesmo se não o avistar

O sol baterá em ti

A iluminar

Sentirá um calor te invadir

Pode sentir

Deus nunca te deixará ali

Vai permitir

Que te magoem

Xinguem-te

E pisem em ti

Contudo, sua destra não faltará

E mais cedo do que pensam

A Ele responderá.



Carla R. Souza





Desespero.



Sabe às vezes assisto a filmes de suspense

Aqueles em que fica a dúvida pairando no ar

Será que vai ser ou vai deixar passar?

Ficamos em suspense

Só questionando

O que acontecerá nos próximos capítulos

Se algo vai surpreender

E se vamos nos emocionar ou decepcionar

Com um final esperado ou inusitado

Pagamos para ver

Queremos um final

Porque não dizer

Excepcional

Daqueles em que tudo é muito bem executado

Então quanto o último ensejo vai ao ar

Adoramos ou odiamos

não pestanejamos em dizer

se o personagem é,de agora em diante,afeto ou desafeto.

Como um simples filme

Faço uma simplória exposição

De um ato cometido

Há tempos virei personagem

De um suspense

Aquele em que Talvez,acredito que com 100% ,tenha frustrado “Vc”

Tentei já me desesperar

Não dormir

Xingar

Bravejar

Bisbilhotar

Elencar

E te desejar todo mal

Que pudesses pensar

Contudo,como bem colocou,SOMOS DIFERENTES

E frente a frente

Quando um dia olhou para mim

E NÃO VIU NADA ao qual se identificou

Não me enxergou

É porque não encontrou

Um ser igual ao seu

Por isso não sentiu

Meus olhos de quimera

Fazer como os seus

Só a me observar

De baixo a cima fitar

O que tem em si

Rancor

Porque se tudo o que disse um dia perdoar

Quanto a mim

Não tinha porque agora o dedo apontar

E nem exasperar sua raiva

Em ver e sentir

Que deverás,fico sentida

Quando algo ruim leio

Mas deverás não abalar meu ser

Pois se julgas me afetar

Sinto em te falar e Desapontar

Não vai ganhar meu desprezo

Somente minha compaixão

Em me deparar

Com alguém sem Deus sinceramente no coração

Não quero questionar fé alheia

E nem religião

Mas o verdadeiro irmão

Deixa sua Vingança,ainda mais se Pessoal

Nas mãos de um ser condescende,ele triunfará

E eu tomada ,agora, pela paz que trago comigo

Encerro esse capítulo

Com duas cenas:

Com um nó na garganta de quem o lê

Pois em seu ser sentiu-se ofendido

E outro que riu e não se abalou

Pois tem paz

Não no mundo

Mas no seu ser

E é dos meus.



Carla R. de Souza

Quem eu sou?


Quem sou eu?? Quando não temos nada de prático nos atazanando a vida, a preocupação passa a ser existencial. Pouco importa de onde viemos e para onde vamos, mas quem somos é crucial descobrir.




A gente é o que a gente gosta. A gente é nossa comida preferida, os filmes que a gente curte, os amigos que escolhemos, as roupas que a gente veste, a estação do ano preferida, nosso esporte, as cidades que nos encantam. Você não está fazendo nada agora? Eu idem. Vamos listar quem a gente é: você daí e eu daqui.



Eu sou outono, disparado. E ligeiramente primavera. Estações transitórias.



Sou Woody Allen. Sou Lenny Kravitz. Sou Marilia Gabriela. Sou Nelson Motta. Sou Nick Hornby. Sou Ivan Lessa. Sou Saramago.



Sou pães, queijos e vinhos, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou metrópole.



Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou salada caprese. Sou camarão à baiana. Sou filé com fritas. Sou morango com sorvete de creme. Sou linguado com molho de limão. Sou cachorro-quente só com mostarda e queijo ralado. Do churrasco, sou o pão com alho.



Sou livros. Discos. Dicionários. Sou guias de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou Internet. Já fui muito tevê, hoje só um pouco GNT. Rádio. Rock. Lounge. Cinema. Cinema. Cinema. Teatro.



Sou azul. Sou colorada. Sou cabelo liso. Sou jeans. Sou balaio de saldos. Sou ventilador de teto. Sou avião. Sou jeep. Sou bicicleta. Sou à pé.



Você está fazendo sua lista? Tô esperando.



Sou tapetes e panos. Sou abajur. Sou banho tinindo. Hidratantes. Não sou musculação, mas finjo que sou três vezes por semana. Sou mar. Não sou areia. Sou Londres. Rio. Porto Alegre.



Sou mais cama que mesa, mais dia que noite, mais flor que fruta, mais salgado que doce, mais música que silêncio, mais pizza que banquete, mais champanhe que caipirinha. Sou esmalte fraquinho. Sou cara lavada. Sou Gisele. Sou delírio. Sou eu mesma.



Agora é sua vez.

Martha Medeiros

segunda-feira, 7 de março de 2011

Venenosa.


Como dama de si

A ti falas

Sai de si

Se entregue a exclamar

Ás vezes, muitas por acaso, não há contendas

Empolga-se nas entrelinhas e tens riscado seu parecer

Se não considera afável o subjugar

Não mede o ato

É imediato

Nem fale de constrangimento

Nela só empolga o sentimento

Não fale de jactar-se

Deixa sempre seu caráter transparecer

Por não deixar de viver

Só digas o que pode ser

Quando emudece o ser

O medo não o deixa acometer

Fala!

Fala sem mágoa

Linha de riscar

Seu veneno irás te laçar

e logo te sucumbirá.

Carla R. Souza






































Simlesmente você.



De vez em quando...

Te pega a pensar

Em um lugar que vem de frente ao mar

Invadindo sorrateiramente a imensidão

Trazendo a solidão

A ilusão esta a ancorar em seu porto

O peito duido de tanto querer



Por quê?

O ser mal intencionado

Coração defensivo

Guarda os estragos

Chora entristecido

Ficou perdido

No fim do caminho

Tornou-se ermo

Te pega a velejar

No desconhecido do ser

Ânsia de mares perdidos

Faz-se seu caminho inusitado

És um capitão sem tripulação

Andando na contramão

Do seu ser.



Carla R. Souza.












































BASTA!

Tens tentado, todos sabem!


Tens buscado, por motivos que desconhecem

Tens clamado, será escutado

Tens pedido! Escutas teu lamento

Tens amado, és grandioso demais

Tens falado condizentes tem andado?

Tens sofrido, seu pensar é sentido.

Tens escutado um coração apertado

Tens dormido um sono dissolado

Tens vivido meio perturbado

Não sabereis como anda seu ser

Contudo o coração tem gritado

Ecoa no ser

Um pedido sufocado

Basta!

Deus é contigo

Sinta-o ao seu lado













Tanto tens sofrido

E refúgio em ti encontrado

Seu ombro é mais que amigo

Único e reconfortante seu proceder

As dores nos ossos a marcar

Machucam o caminhar

Serão removidas pelo teu tocar

Seja qual for teu mal

Será logo tratado

Em seu novo ser

Suas ofensas serão repensadas

Diante do teu novo entender

Seu caminho será árduo
Mas posto que será maravilhoso

Serás tentado

A não ser justo

Terá ser acitar

Um amor incondicional

Regado e lapidado sem outro igual

Abrigo

Salvação encontrará

Nunca sentirá nada tão constante e intenso

Em ti forças terá

Alegria de perturbar

Os olhos não compreendidos

Vais incomodar

Seus sonhos serão possíveis

Conhecerás o infinito

Tocar.

Carla R. Souza

Advogado Real.


Não te preocupes com os males



Que te rondam


Atire a primeira pedra


Quem não erra


ou que nunca errou


deixa de ouvir os que te julgam


apontam e ri de ti


sua causa esta encaminhada


muitos dos que olham e zombam de ti


e falam alto para sua atenção chamar


querem te ver destruído


insistem em ti proclamar derrotado


apontam-no na rua


sempre a comentar ,os teus passos


sabem cada passar


Querem te ver destruído


Esmagado a sucumbir


Não se entregue


Não dê ouvidos


A quem quer te sentenciar


Pois contas com alguém imbatível


Indestrutível e que com sua destra


Vai te cuidar


Sua causa ninguém poderá tirar


Ele é seu defensor


Seu advogado real


Só você ganhará


Carla R. Souza

SEM COMENTÁRIOS...

Ai! Ai

Não queria ter que falar

Mas tenho que comentar

O que foi aquilo?

Falta de tino

Meço a rever

O que SINCERAMENTE não sei

Meu benhê

Vejo incrédula

A falta de você

Alguém resolve se aventurar

A julgar

Sei lá porque se bota a elencar

Os “supostos” humanos

Ser e querer

Mais pense comigo

Será que alguém que fala outrem

E age a risca do que tende a apontar

Merece deliberar

Argumentativo!?

Pasmei

Não sei

Como a falta lhe convém

Caráter nem sei

Se tem

Kkkkkkkkkk

Deixa o seu “eu”

Mexeriqueiro

Que vive a fuçar

Na vida alheia

Lhe mostrar

Quem é quem?

Sua agressividade em mascarar

O que seus gestos vem mostrar

Já estão a apontar

Escreves o que conheces

De caso vivido

Ajuda tem que procurar

Só você pode se libertar

Carla R. Souza

Lobo em pele de cordeiro.

“Festas e entretenimentos brilhantes e ruidosos trazem sempre no seu interior um vazio ou, melhor dizendo, uma dissonância falsa,mesmo porque contradizem de modo flagrante a miséria e a pobreza da nossa existência, e o contraste realça a verdade. "


Arthur Schopenhauer.



Olha isso é bíblico

Existem os que se fazem de cordeiro

Contudo são lobos

Aparentam ser dóceis

Cheios do amor divino

Pregam mansidão

Mas em conluio

Reviram sua vida

Mexericam de você

E falam

Sem te conhecer

Criticam seu saber

Porque passaste em algo

Mas esquecem de ver

Que também concorreram

Só que Deus não dá asas para cobras

Reprovam e deixam transparecer

Que nem queriam

Ênfase para esse tipo de gente

Que se acha intelectualmente superior

Até porque quem realmente é

Não tem porque se promover

Dessa laia

Podes correr

Lobos

Que querem se promover

Jactando de eventos

Pregando que não querem ser

Mais na primeira oportunidade

Tentam mostrar

Que fizeram e aconteceram

Em festas

Utilizando-se de um linguajar esdrúxula

Querendo seu intelectual imperar

Na língua vernácula

Atropelam-se em um frente a frente

É de doer

Realmente

Chego a me convencer

Que quem canta para os quatro cantos

O seu ser

Padece de seu próprio vazio

Carla R. Souza
























































































APROVEITADORES.

Sinceramente

Às vezes fico ponderando

E perguntando:

- porque tem gente que não se “manca”?

Eu acho que aquela frase:

“ passar óleo de peroba”

Vem de encontro a isso

Existem diferentes tipos de sem- vergonha por ai

Por exemplo:

Aquele que vive inventando desculpa para si

Tipo, não arruma emprego ou não para no serviço por inadequação,

E tem outro porém por mais que nunca passem em nada

Quando recebem propostas de emprego

Tem uma resposta na ponta da língua

Não passam fome e não precisam

Ah! Esse tipo é de lastimar

Sabe o que nunca está satisfeito e sempre arruma um pretexto para tudo

Ah !tem os vitimas, esses eu me escandalizo

Nunca fazem nada de errado, se tem um arrombo na empresa,

Nunca,mesmo se o caixa for deles,a culpa é.

Também existem os folgados

Ah esses conheço bem,Comem na casa dos outros,se deixar tomam café,almoçam e quando tu vais jantar lá estão eles, e vivem no pretexto que trabalham,estudam e lá de vez em quando,limpam a casa,então filam a bóia

GENTE! Na cara de pau .

O pior é que nunca ajudam em nada

Se pega um centavo de quem os alimenta

Cobra sem pestanejar

Esses recebem o titulo

E a expressão

“ só querem mamar.”

Existe também aqueles sem noção

Sabe, vivem na casa alheia

Achando que, de fato, são os donos do pedaço

Oh! Meus Deus esses são de lascar

Tem também o abelhudo

Não compra uma bala

Mas em tudo dá pitaco

E sempre tanta menosprezar

O que alguém falou ou imputou

Só querendo mandar

E também os “coitados”

que não podem nada fazer

não ajudam

pois estão sempre a esmorecer

os famosos vagabundos

O pior de tudo isso

É que vez ou outra,

esses indivíduos fazem-se de vitimas

Como se a culpa de seu infortúnio

Ou abstenção de CARÁTER

Fosse culpa do outro

Essas criaturas

Padecem de espiritualidade

E não se tem muito que fazer

Porque vergonha não tem

Carla R. Souza



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