domingo, 20 de março de 2011

Depois da Ofensa.

Depois que algo te interpela

E julga seu ser

E proceder

Se achar injustiçada

Ver e ouvir

Coisas que te magoam

Ou simplesmente ferem seu ego

Lembre-se

Das intempéries tempestades

Aquelas as quais tormentam

Desvatam

Arrancam

Causam mazelas

Aos que passaram por ela

E ferem, às vezes superficialmente ou profundamente

Aqueles que as encontraram em sua jornada

No momento é penoso demais

Parece que o mundo acabou ou acabará

E que as lágrimas não cessarão

Fica tudo nublado

Mais ou menos como um filme mudo

Sem cor, sentido

Para continuar

Dá vontade de os pontos entregar

Pode bater o desespero

E a sensação que nunca vai curar

E que aquelas duras palavras ficarão sempre a soar em seu ouvido

Ou a invadir sua mente

Contudo,depois da tempestade

O céu faz-se presente

Ele vai ressurgiu

Mesmo se não o avistar

O sol baterá em ti

A iluminar

Sentirá um calor te invadir

Pode sentir

Deus nunca te deixará ali

Vai permitir

Que te magoem

Xinguem-te

E pisem em ti

Contudo, sua destra não faltará

E mais cedo do que pensam

A Ele responderá.



Carla R. Souza





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