Sabe às vezes assisto a filmes de suspense
Aqueles em que fica a dúvida pairando no ar
Será que vai ser ou vai deixar passar?
Ficamos em suspense
Só questionando
O que acontecerá nos próximos capítulos
Se algo vai surpreender
E se vamos nos emocionar ou decepcionar
Com um final esperado ou inusitado
Pagamos para ver
Queremos um final
Porque não dizer
Excepcional
Daqueles em que tudo é muito bem executado
Então quanto o último ensejo vai ao ar
Adoramos ou odiamos
não pestanejamos em dizer
se o personagem é,de agora em diante,afeto ou desafeto.
Como um simples filme
Faço uma simplória exposição
De um ato cometido
Há tempos virei personagem
De um suspense
Aquele em que Talvez,acredito que com 100% ,tenha frustrado “Vc”
Tentei já me desesperar
Não dormir
Xingar
Bravejar
Bisbilhotar
Elencar
E te desejar todo mal
Que pudesses pensar
Contudo,como bem colocou,SOMOS DIFERENTES
E frente a frente
Quando um dia olhou para mim
E NÃO VIU NADA ao qual se identificou
Não me enxergou
É porque não encontrou
Um ser igual ao seu
Por isso não sentiu
Meus olhos de quimera
Fazer como os seus
Só a me observar
De baixo a cima fitar
O que tem em si
Rancor
Porque se tudo o que disse um dia perdoar
Quanto a mim
Não tinha porque agora o dedo apontar
E nem exasperar sua raiva
Em ver e sentir
Que deverás,fico sentida
Quando algo ruim leio
Mas deverás não abalar meu ser
Pois se julgas me afetar
Sinto em te falar e Desapontar
Não vai ganhar meu desprezo
Somente minha compaixão
Em me deparar
Com alguém sem Deus sinceramente no coração
Não quero questionar fé alheia
E nem religião
Mas o verdadeiro irmão
Deixa sua Vingança,ainda mais se Pessoal
Nas mãos de um ser condescende,ele triunfará
E eu tomada ,agora, pela paz que trago comigo
Encerro esse capítulo
Com duas cenas:
Com um nó na garganta de quem o lê
Pois em seu ser sentiu-se ofendido
E outro que riu e não se abalou
Pois tem paz
Não no mundo
Mas no seu ser
E é dos meus.
Carla R. de Souza



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