Quisera estender o querer para não querer ser
O que quisera não acolher
Trazendo o som tardio e febril de não expor o ser
Quando tentardes lhe apunhalar o retardares
Não desfalecera os rumores
O cambalear dos sabores
Ditores do sabor do desamor que trazes em entranhar
Rubores do não se perdoar
E passara sem se ver
Talvez nem perceber que o que contempla não está lá
Encabular-se-á em fel
Doce praguejar
Em tentar sufocar
O que insiste em latejar
Doer, repudiar, arrancar
Tão logo transfigurar
E se notar
Assim sairá ali
Um enorme ARREPENDIMENTO
De não ter tentado mais
Irremediável será
O que agora o tempo levou
Ontem passou
Contudo em si chamusca inesquecível
Brota imensamente
Tal qual não consiga desvincular
Por toda a vida se arrependerá
Agora
Pronto
Está
Feito
Carla R. Souza.


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