terça-feira, 3 de novembro de 2009

Caminhos





Vi a estrada ao longe.




E longe o arpoador



Poente o sol se fazia nascente



Envolvendo toda a dor.



Vi a caminhada diferente



Doente de tanto ardor.



Reluzia visivelmente



todo o seu calor



Vi o caminho percorrer



O seu destino.



No desatino do corredor.



Era tarde marcada



De tanto rancor.



Vi o caminho perdido



Sombriamente procurar



sua estada.



Clamava por um ancorador.



Vi a estrada marcada



Trajada com suas curvas infinitas



Fazendo zigue - zague na contramão



Vi o espaço perdido



Perdido de insatisfação.



Vi a jornada acabada



Estava terminada



Era fim de história.



                                                                    Carla R. Souza.

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