Vi a estrada ao longe.
E longe o arpoador
Poente o sol se fazia nascente
Envolvendo toda a dor.
Vi a caminhada diferente
Doente de tanto ardor.
Reluzia visivelmente
todo o seu calor
Vi o caminho percorrer
O seu destino.
No desatino do corredor.
Era tarde marcada
De tanto rancor.
Vi o caminho perdido
Sombriamente procurar
sua estada.
Clamava por um ancorador.
Vi a estrada marcada
Trajada com suas curvas infinitas
Fazendo zigue - zague na contramão
Vi o espaço perdido
Perdido de insatisfação.
Vi a jornada acabada
Estava terminada
Era fim de história.
Carla R. Souza.

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